Banco da China
Informações Gerais:
Localização: Queensway Central, Hong Kong
Arquiteto: I.M.Pei & Partners
Custo da Construção: US$ 130 milhões
Área total: 118,000 m2
Superestrutura: uma composição de estruturas de aço com suportes de transferência de peso.
Número de andares e altura: 73 andares com uma altura de 368 metros.
Engenharia e Arquitetura
Este arranha-céu de 70 andares está em uma das partes mais congestionadas do distrito central. Para esta matriz regional, o Banco da China - cujo orçamento foi fixado em KH$ 1 bilhão (US$ 130 milhões) - exigiu um design único que deveria incluir um imponente saguão e prover 170.000 metros quadrados de espaço para escritórios, 60 por cento dos quais seriam arrendados. Além disso, desde que Hong Kong está em uma zona sujeita a tufões, a construção, necessariamente alta, necessitaria estar em conformidade com exigências duas vezes superiores às construções de Nova Iorque ou Chicago, e quatro vezes os equivalentes para terremotos de Los Angeles.
A forma assimétrica da Torre é geometria pura. Ela emerge de um cubo como quatro arestas, cada uma delas triangular, e que são cortadas dramaticamente em diferentes níveis por uma diagonal de teto envidraçado (7 andares) - primeiro a aresta norte, depois a oeste, e então a leste, terminando por esta. A aresta sul, entretanto, alcança o tamanho total da Torre, a qual, com seus dois mastros, totaliza 368 metros.
A forma incremental da Torre tem sido comparada a um bambu, que impele seus troncos cada vez mais alto com cada novo ramo que cresce. Esta metáfora orgânica é maravilhosamente adequada, pois além do bambu ser forte, também é um tubo flexível - a força dessa construção é encontrada em suas paredes exteriores. O prédio não possui colunas internas. O que o suporta é uma engenhosa mega-estrutura de aço e concreto, composta de dois sistemas estruturais - um que suporta o peso, o outro resistente aos ventos - uma mega-estrutura que concede economias tanto no tempo da construção como de materiais.
A base quadrada da Torre é composta de oito estruturas de armações de aço alinhadas verticalmente, quatro que servem como suportes diagonais. Todo o peso interior e exterior é coletado e transferido para quatro colunas maciças reforçadas com colunas de concreto. Uma quinta coluna prolonga-se do meio da Torre, até alcançar o vigésimo quinto andar, de onde seu peso é transmitido para a extremidade de uma armação piramidal, que por sua vez conduz o peso diagonalmente para as extremidades da construção. Canalizando as forças gravitacionais para os lados dessa maneira, a resistência da construção contra ventos de alta velocidade é aumentada, enquanto seu interior, desobstruído de suportes, oferece uma imensa extensão de espaço aberto.
O que faz esta construção em partes é a eliminação de conexões em 3 dimensões. Em vez de soldar as várias partes de uma torre multifacetada, os suportes em cruz, enrijecendo os suportes e as colunas e vigas intermediárias, são todos solidificados em uma única estrutura pelas 5 composições de concreto. O resultado é um gigante espaço sem complicadas conexões de estruturas de aço, o que gastou menos tempo e economizou nos custos da construção. Construída em apenas 17 meses, a armação da Torre exigiu apenas um quarto das soldas necessárias e somente metade da quantidade de aço usada por construções de igual tamanho, apesar dos suportes adicionais contra os tufões. Além disso, a resistência aos ventos inclui duas sólidas chapas de aço (laminadas com concreto reforçado) que revestem os elevadores das fundações da construção em mais de 34 metros.
No térreo, a construção foi colocada na rua para criar um ambiente de boas-vindas para os pedestres. É envolvida por amplos passeios, e por alas triangulares de água com suas calmas fontes e graduadas cascatas. Tudo isso abafa a incessante atividade do tráfego do distrito. A entrada para a construção é através de um ousado portal em arco que conduz para um corredor de mármore abobadado. Daqui, os elevadores (45 deles dispostos em fileiras de acordo com o andar desejado) e as escadas rolantes conduzem os visitantes aos seus destinos. O saguão do banco, com seu piso de mármore polido, possui medidas maravilhosas: 51 metros de extensão e mais de 9 metros de altura sem suportes interiores. Para aumentar o sentimento de grandeza, o teto dissolve-se em um atrium que alcança o primeiro (a aresta norte) teto inclinado, que filtra a luz natural para o saguão. Neste atrium estão dois jardins.
Visto do lado de fora, os três andares inferiores da Torre são compostos de uma monumental base de granito, uma solidez que é enfatizada por quatro colunas que vão ousadamente até o chão. No terceiro andar o granito é chanfrado para suportar uma parede articulada, não estrutural, com painéis de mármore branco. Logo acima, uma transição é feita para as grelhas de alumínio quadradas do único sistema de resfriamento da Torre. Os vidros refletem o calor e parecem azuis sob dias ensolarados e cinzas quando os dias estão nublados. Cada andar possui 3 facetas, um diamante que espelha a cidade, as montanhas e os céus. No topo da Torre está uma cobertura feita inteiramente de vidro, criando um aposento de 782 metros quadrados que parece estar tanto do lado de dentro como do lado de fora. Dali, a visão é espetacular.
FONTE: Hong Kong Architektur

Na figura ao lado, pode-se ver o estudo mostrando a distribuição do peso e da pressão projetada para os tufões e os fortes ventos existentes a grandes alturas.
Feng Shui
Não sabemos com absoluta certeza tudo o que foi feito no projeto de acordo com o Feng Shui. O leitor com certeza encontrará nas linhas acima, elementos indiscutíveis da realização de um complexo estudo do Feng Shui nesta construção.
A própria forma da estrutura (no característico estilo severo do arquiteto Pei), com cantos afiados e inteiramente triangular (pode-se reparar pelas estruturas geométricas das fotos), fere o Feng Shui de outras construções.
Para entendermos a totalidade do projeto, precisamos conhecer um pouco mais sobre Hong Kong. Como vocês sabem, é talvez uma das cidades mais prósperas e caras do mundo. A competição existente é enorme. Imaginem como não deve ser, para uma população que pratica o Feng Shui diariamente, a idéia da competitividade entre bancos. A utilização do Feng Shui algumas vezes piora as coisas em certas construções. O Banco da China é um desses casos. Com um absoluto bom gosto no design tanto exterior quanto interior, as diagonais da construção foram projetadas para "machucar" o banco rival, o Banco de Hong Kong, a residência do governador e o Centro Lippo.
O banco não é somente mais alto que a casa do governador, mas também concede a impressão de objetos cortantes apontados para ela. Na linguagem do Feng Shui, nós dizemos que as frestas do Banco da China criam sha chi, ou energias negativas, muitas vezes referida como sopro destruidor. A própria física oferece explicações sobre isso no estudo de vetores. Um amigo finlandês expressou claramente essa idéia: "De todos os locais que você olha para o Banco da China, têm-se a sensação de facas e tesouras apontadas para você".
Dizem que após a construção desse prédio, 3 governadores tiveram grandes problemas em suas vidas política e privada. O Banco da China está situado no lado esquerdo dos fundos da Casa do Governador. A nova construção do Citibank irá ajudar muito no sentido de proteção contra o sha chi, mas os efeitos negativos são inevitáveis. Atualmente, o Feng Shui da residência foi renovado e iremos falar sobre isso mais para a frente.

As construções em Hong Kong estão sempre cercadas de mistérios, e para nós ocidentais, é mais difícil conhecer as mudanças. Os chineses são pessoas fechadas, e quando nós, muito curiosos, andamos pelas ruas de Hong Kong a procura de pistas e informações sobre Feng Shui, normalmente nos decepcionamos por não conhecer muito mais do que já sabíamos. Isso logicamente não deveria ser assim, pois o Feng Shui é uma ciência que pode ajudar muito as pessoas em nosso mundo, sendo que o ideal seria sua ampla divulgação e o ensino para pessoas sérias e responsáveis e não ter mistérios envolvendo sua prática. Infelizmente não é o que acontece, e não devemos esquecer que a má utilização das técnicas podem acarretar resultados negativos. Em mãos erradas, problemas podem surgir (este é um forte argumento). Aliás, isso é fato comum, pois desde a Antigüidade, os mestres guardavam seus segredos até a hora de morrer, e os revelavam apenas para o mais leal, inteligente e capaz de seus discípulos. Por esse motivo, muito do conhecimento tradicional foi perdido.
A principal característica desse Banco, é sua forma geométrica única. Conforme dito acima, ela assemelha-se a um bambu, com fortes simbolismos envolvendo esse conceito.
O Banco da China foi projetado para pertencer ao elemento fogo. Um mestre de feng shui aconselhou o governador a plantar um imenso salgueiro para proteger a casa do Banco da China. Isto deixou a situação muito pior, pois a teoria dos 5 elementos nos ensina que madeira acentua fogo e isso simplesmente piorou a situação, sendo favorável ao Banco da China em vez da Casa do Governador. O que ele deveria ter feito?
Baseado nos 5 elementos (não se esqueça de que TODAS as curas de Feng Shui são baseadas neles), gostaria de ouvir de você, leitor, amigo e estudioso de Feng Shui, qual é a cura para esse problema. Envie um email com sua resposta e iremos discutir e conversar a respeito. Será um prazer poder ouvir suas idéias e compartilhar as técnicas para resolver o problema que o Banco da China impõe à Casa do Governador de Hong Kong.

Recepção no interior do prédio. As formas geométricas estão sempre presentes,
garantindo uniformidade e harmonia.

